O café nosso de todo o dia
Prós e contras da bebida
mais popular do Brasil
Para ficar acordado, servir às
visitas, esquentar nos dias frios, preparar drinks gelados
ou só para esperar o tempo passar. Quem não quer um café
em um momento desses? Ele é o mais pedido para aqueles que
passam as madrugadas acordados, como vestibulandos ou
porteiros. E ainda vai bem para quem acorda e pega no
batente cedo ou simplesmente para acompanhar aquele pão
quentinho do café da tarde. Apesar de todos esses pontos
positivos, o café ganhou uma certa má fama. Falava-se nos
males da cafeína para quem consumia diariamente a bebida.
Mas atualmente há uma grande campanha para trazer o
cafezinho de volta à mesa do brasileiro, sem culpa.
Em uma pesquisa apresentada pelo professor da UFRJ, um dos
maiores estudiosos do assunto no Brasil e criador do
Institute for Coffee Studies na Universidade Vanderbit
(EUA), Darcy Roberto Lima, são apresentadas as evidências
da utilidade do café para o ser humano. O professor estuda
o café há mais de dez anos, tendo publicado diversos
trabalhos e livros. A pesquisa sobre o café, realizada no
Instituto de Neurologia da UFRJ, foi desenvolvida por um
grupo de pesquisadores coordenados pelo professor Darcy. Os
pesquisadores acompanharam durante uma década mais de 100
mil estudantes de dez a 20 anos. A conclusão foi que os
jovens que tomavam café diariamente apresentavam menor
incidência de depressão, alcoolismo e dependência química.
Conclusões
que animam
Segundo as conclusões da pesquisa, o café realmente
estimula o cérebro. Além da famosa cafeína, a bebida
apresenta componentes como os ácidos clorogênicos (ainda não
encontrados em outras bebidas) e a lactona, que também
beneficiam o cérebro. Está comprovado que o consumo diário
de café faz com que o cérebro esteja mais atento para as
atividades intelectuais, além de estimular a memória e a
concentração. Beber café diariamente também diminui a
ocorrência de apatia e depressão. A bebida pode até mesmo
prevenir o consumo de drogas e álcool. Por ter ação
vasodilatadora, ajuda, por exemplo, a combater a enxaqueca.
Existem ainda estudos que relacionam essa substância a uma
menor ocorrência do mal de Parkinson.
Segundo Lima, os ácidos
clorogênicos ajudam a estabilizar a química cerebral. As
alterações na atividade cerebral levam a mudanças de
humor que podem causar depressão. Essas oscilações também
podem fazer a pessoa buscar a compensação no álcool e nas
drogas. Os estudos de Lima já estão produzindo resultados.
Desde o início de 2002, 5,6 milhões de crianças que
estudam na rede pública do estado de Minas Gerais tomam café
com leite na hora do lanche. A meta é fazer isso no país
todo.
Exagero
pode fazer mal
Mesmo com tantas qualidades ainda é preciso ter cautela com
o consumo. O exagero pode levar a sérias conseqüências.
As ocorrências mais comuns de beber muito café são:
aborto, diarréia, episódios de pânico (em quem já tem síndrome
de pânico ), gastrite, insônia, taquicardia e tremores. O
consumo ideal é de até dez xícaras de café (50 ml) por
dia (a não ser em caso de contra-indicações médicas). E
como se trata de uma bebida estimulante deve ser consumido,
de preferência, durante o dia.
Quantidades
de café sugeridas:
- De seis a dez anos: 3 xícaras
por dia
- De dez a 20 anos: 6 xícaras
por dia
- De 20 a 60 anos: 9 xícaras
por dia
- Acima de 60 anos: 6 xícaras
por dia
O consumo das quantidades
sugeridas deve ser distribuído durante o dia, sendo que os
melhores períodos são o início e o meio da manhã e o início
e o meio da tarde.
Fontes:
- Site Café na Rede - www.cafenarede.com.br
- Revista VOCÊ S.A. - Março 2002.